quarta-feira, 17 de outubro de 2007

O Pirata da camisa vermelha

Esta semana o Pedro teve problemas (de novo) para fazer cocô.
Para quem não sabe, ele tem um sério problema de prisão de ventre, fica dias sem ir ao banheiro, e quando vai... Quanto sofrimento... Mas parece que a cada dia é pior...
Eu sei... Eu sei... Lembrar de piadas numa hora dessa é uma coisa meio esquisita... Mas quem disse que eu sou normal?
Vamos a ela então e depois eu comento... Quem sabe vocês me entendem...

O Pirata da camisa vermelha

Houve a muito tempo um famoso pirata, conecido pela sua liderança, sua bravura e pela bravura de sua tripulação. E também por uma estrenha superstição. A camisa vermelha.
Sempre que iria entrar em batalha, ele pedia sua camisa vermelha.
Contam os que participaram de suas épicas batalhas, que ele sempre gritava "tragam minha camisa vermelha!" antes de cada batalha. Uma vez sozinhos, conseguiram vencer uma frota de 3 navios que queriam destruí-los. E ele lá, com sua camisa vermelha.
Certo dia, um de seus imediatos resolveu perguntar ao capitão:
"Por que a camisa vermelha?"
e ele respondeu:
"Minha tripulação me vê como referência, e luta enquanto eu estiver lutando. Não posso parecer fraco. Peço minha camisa vermelha, porque se for ferido em batalha, a tripulação não vai me ver sangrar, vou continuar parecendo invencível enquanto puder lutar. E eles serão invencíveis também."
O Imediato ficou espantado e admirado com a sabedoria de seu capitão.
Certo dia, vários países se juntaram para dar cabo do capitão e de sua tripulação, juntaram uma frota de 15 dos melhores navios, fortemente armados e partiram atrás do navio pirata.
Ao ver a frota de navios cercando seu navio, o capitão berrou a plenos pulmões:
"Traga minha calça marrom, Rápido!"

Tudo bem... tudo bem... Eu sei que romanceei muito, e a piada ficou parecendo mais um conto e perdeu um pouco da graça (eu e essa minha mania de escrever demais...), mas o ponto não é esse, o ponto, e a grande lição que essa estorinha passa, é que o time só é valente enquanto o líder é valente, só luta enquanto o líder luta, ou seja, é reflexo de seu líder. E por líder entenda-se, Não aquele que simplesmente manda, mas aquele que naturalmente aponta o caminho e convence todos a seguir por lá, porque a equipe acredita e confia nele.

Voltando ao Pedro. Hoje, eu "vesti minha calça marrom". Acho que foi um dos dias em que ele mais sofreu, mas eu fiz meu possível para passar segurança, firmeza. Tentei não entrar em desespero, e consegui. Espero só não ter passado uma imagem de pai muito severo ou insensível ao seu sofrimento, segurando ele enquanto ele berrava e chorava, falando que não queria fazer cocô, enquanto o supositório que tivemos que colocar nele fazia efeito.

segunda-feira, 15 de outubro de 2007

Horário de Verão

Aproveitando que o André deu trabalho no sábado à noite, eu estava muito empolgado fuçando no Lightwave, tentando desenferrujar no 3D e aproveitando pra fazer a abertura do Cinegibi3.
resolvi não dormir neste domingo (na verdade dormi às 5:00 da segunda).
Quem sabe dando esse "choque" eu não sinta os efeitos de "perder" uma hora no dia.
Não que isso me incomode muito, mas quem sabe...
O dia hoje está passando realmente rápido, mas também, eu acordei às 12:00 (horário novo).



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quinta-feira, 11 de outubro de 2007

Acertar o passo

Uma das metáforas para a vida é a da caminhada. E sabe, eu acho bastante apropriada.
Recentemente (dia 5/09) nasceu meu segundo filho. Para quem já tem um filho, sabe a mudança que essas figurinhas causam na nossa vida, e não importa quantos filhos tenha, sempre que chega mais um, grandes mudanças acontecem.
Somos como andarilhos, carregando em nossa mochila, nossos problemas, nossas angústias, nossos deveres, e direitos, etc... e cada acontecimento novo, que tem a propriedade de mudar nossa vida sejam brigas, reconciliações, casamento, separação, mudança de casa, morte ou nascimento na família, o peso dessa mochila muda, pra mais ou pra menos. E o ritmo que caminhamos muda.
Aí vale aquele velho conselho: "Não dê passos maiores que a perna". Aceite a mudança, assimile o novo peso da mochila, e depois que se acostumar, defina o ritmo que sua vida vai ter.
Estou aprendendo na pele agora, que não adianta agir com orgulho e dizer: "Pode deixar que eu consigo", "deixa que eu me viro", "claro que consigo... sempre consegui". Só que o peso da sua mochila mudou. Seu ritmo de caminhada não é mais o mesmo, seus passos agora estão diferentes! Não dá mais pra fazer as mesmas coisas que você fazia antes... Não no mesmo prazo.
Se a mochila estiver mais leve, beleza! Mas se estiver mais pesada... cuidado!
A cada frustração, cada dia que você insistir em andar no mesmo ritmo, mais peso é acrescentado na mochila, um peso que vai direto na sua auto-estima, gerando aqueles questionamentos: "Como eu não consigo?", "sou um incompetente mesmo", "não faço nada certo!", e nosso orgulho nos leva pra baixo, E menos coisas conseguimos fazer! Nossa sinsatisfação conosco cresce, descontamos nas pessoas, nas coisas, no trabalho...
Então tenha calma, respire fundo, não prometa nada, acostume-se com as mudanças em sua vida e defina um ritmo confortável. Lembre-se. numa caminhada, de nada adianta correr no começo e cair, exausto antes de chegar ao seu objetivo. Ande no ritmo certo pra chegar ao objetivo, dê passos firmes e confiantes, é difícil, mas pode ser feito, não se aflija se estiver indo devagar, ao invés disso, conte com a certeza de chegar onde quer, e aprecie a paisagem do caminho.
Afinal, uma caminhada fica muito mais legal, se você curtir o caminho. Tem muita coisa legal pra se observar, não esqueça de seu objetivo, mas também não esqueça de olhas as coisas legais que tem no caminho. Divirta-se com o que está fazendo, não importa o que seja.
E aí você vai começar a perceber que a mochila nem é tão pesada assim...

terça-feira, 9 de outubro de 2007

Receita pra parar com a discórdia

Desde pequeno, eu sempre ouvi que a Biblia é o "manual de instruções" da vida. E cada dia eu concordo mais.
Se formos pensar nas discussões brigas e até mesmo nas guerras. O que gera o conflito? O que afasta as pessoas?
A Retaliação.

A partir do momento que nos damos o direito de revidar alguma atitude, ou alguma ação feita contra nós, corremos o risco de "errar na medida". Dando ao nosso "oponente" o direito de "pagar na mesma moeda". O que gera uma escalada de ações que não pode ser parada até alguem desistir, ou não ter mais como revidar. O que nós chamamos de "perder".
Nosso mundo está muito ligado a idéia de "olho por olho, dente por dente", mas será que essa é a maneira correta?

Cristo, no sermão da montanha, nos diz para dar a outra face, andar a segunda milha, dar a capa e a túnica, ou seja, não revide. Eu sei quanto isso é difícil, mas pode ser feito. Se não revidarmos, e perdoarmos nosso próximo, a briga perde o sentido.
Uma maneira é tentar compreender o outro, dialogar (na medida do possível), tentar desfazer o mal entendido, ao invés de aumentá-lo com retaliações desmedidas.
Se "revidarmos" a uma ofensa com amor e compaixão, será nosso "opoente", quando revidar na mesma moeda, não vai revidar na moeda que pagamos, ou seja, com amor?

Eu acredito que o que Cristo disse quando falou "ame o próximo", foi para que valorizássemos as amizades, os relacionamentos, mais do que algum tipo de orgulho que não leva a nada. Afinal de que vale o homem, se ele é só? Não tem com quem compartilhar nada? Não tem com quem aprender?

Alguem até pode perguntar: "Mas se eu deixar barato, vou ser o trouxa da história! O fraco!". Será?

Um velho ditado oriental diz que as ofensas são como presentes. Se você não as aceita, quem trouxe vai ter que levar de volta com ele... E não aceitar, não é indignar-se, ou algo do tipo, mas simplesmente não ligar. Aliás, tratando o ofensor com amor, alem de levar de volta o "presente" que ele rouxe, ele vai estar levando um presente seu. O respeito.

Pense nisso...

quinta-feira, 4 de outubro de 2007

Na Janela

É estranho, mas outro dia eu percebi algo que há muito tempo tem acontecido... Provavelmente por toda minha vida.
Eu sempre esperei pelas coisas, nunca tive a verdadeira sensação de que eu fui atrás de algo, de que lutei realmente por algo meu.
Agora que asa coisas estão apertando... Segundo filho, pouco dinheiro, insatisfação com o trabalho. Eu estou com aquela sensação de que eu estou constantemente "na janela" vendo a vida passar.
Quero me mover, mas nem sei por onde começar...
Estranho não?